terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Resenha - O Jogo da Mentira

"Só que agora o alvo do trote eram elas. E dessa vez era uma questão de vida ou morte."

O Jogo da Mentira
Autor: Sara Shepard
Editora: Rocco
Páginas: 296
Ano: 2013

Sinopse: O jogo vai começar. Primeiro volume da nova série da autora de Pretty Little Liars, que ficou mais de 50 semanas no ranking do The New York Times e vendeu mais de cinco milhões de exemplares, O Jogo da mentira acompanha a história de duas gêmeas separadas ao nascer e unidas por um misterioso assassino. Com uma trama ainda mais intrincada e sombria, que tem início quando Emma resolve trocar de lugar com a irmã, a série repete a trajetória de sucesso de PLL, com um enredo repleto de suspense, intrigas e reviravoltas de tirar o fôlego, e uma bem-sucedida adaptação para a TV.

Quem nunca ouviu falar em Pretty Little Liars? Se não foi pelos livros foi pela série televisiva. The Lying Game segue a mesma linha de raciocínio e construção: Um grupo de amigas, muitas mentiras, um assassinato, chantagens e todos são suspeitos. Receita pronta, método diferente de misturar. E deu certo? Pergunte aos de fãs de Sara Shepard.

A história apresenta as premissas de uma novela mexicana, como A Usurpadora, são muitas coincidências não criveis. Emma e Sutton são irmãs gêmeas idênticas, separadas no nascimento. Sutton tem uma vida de princesa, adotada por uma família extremamente rica, teve boa educação, roupas de marca e carro do ano, porém bens materiais não são formadores de caráter. Já Emma viveu passando por diversas famílias adotivas, nunca podendo se estabelecer em uma escola ou possuir amigos e seus sofrimentos construíram uma personalidade de boa índole.
As irmãs irão se reencontrar e é neste ponto que as atrocidades começam. Emma se vê obrigada a assumir o posto da irmã e a desvendar um assassinato, isso claro, se conseguir se manter viva.

A ambientação e o suspense formam uma mistura excêntrica, e se o leitor não for fã do gênero chick-lit, será preciso relevar muitas situações, pois há momentos fúteis, soberbos e que exultam o consumismo exagerado. Há ainda a questão das diferenças financeiras e culturais que são desnecessárias e formam um abismo entre as personagens. A impressão é de uma história por demais forçada, trazendo novamente a lembrança de uma novela.

Porém o livro se faz intrigante tanto por seu mix de gêneros, quanto por seu suspense bem elaborado, onde uma carga considerável de informações intrincadas são apresentadas conforme o avanço na leitura. A trama é construída com afinco e não permite pontas soltas, mas claro, muitas perguntas ficarão sem respostas.

A narração é o ponto suprassumo de todo este conteúdo literário. Narrado por Sutton no ponto de vista de Emma a história discorre intercalando entre primeira e terceira pessoa. De primeiro momento parece confuso, mas este método se explica durante a leitura e as transições de períodos são suaves.  

Com exceção de Emma que se encontra no foco dos acontecimentos, as personalidades dos personagens se misturam um pouco, já que todas possuem o mesmo estilo de vida. Somente com o tempo as peculiaridades ficam identificáveis.
E a essência de Sara Shepard está exatamente na criação e difusão dos mistérios e personagens ambíguos. Todos e nenhum deles se parecem com o suspeito.

Se você é daqueles leitores que gostam de acompanhar e decifrar o mistério antes que este seja revelado, leia esta obra nas entrelinhas e com cuidado, pois é garantia que em meio aos disfarces a autora revele pequenos fatores que levam ao suspeito.

Quando nos acostumamos com o enredo, fica rápido chegar ao fim do livro, pois assim como o seriado televisivo de Pretty Little Liars não há um único dia que seja monótono na vida dessas mentirosas. 

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