terça-feira, 30 de julho de 2013

Resenha - Um Mundo Brilhante

"Segredos. Como pequenos sapos escondidos em seu bolso. Não se pode esquecer deles porque estão sempre se mexendo ali dentro, contorcendo-se, tentando escapar."

Um Mundo Brilhante
Autor: T. Greenwood 
Editora: Novo Conceito
Páginas: 336
Ano: 2012
Resenha por: Laís Rodrigues

Sinopse:
 Quando o professor Ben Bailey sai de casa para pegar o jornal e apreciar a primeira neve do ano, ele encontra um jovem caído e testemunha os últimos instantes de sua vida. Ao conhecer a irmã do rapaz, Ben se convence de que ele foi vítima de um crime de ódio e se propõe a ajudá-la a provar que se tratou de um assassinato. Sem perceber, Ben inicia uma jornada que o leva a descobrir quem realmente é, e o que deseja da vida. Seu futuro, cuidadosamente traçado, torna-se incerto, pois ele passa a questionar tudo à sua volta, desde o emprego como professor de História, até o relacionamento com sua noiva. Quando a conheceu, Ben tinha ficado impressionado com seu otimismo e sua autoconfiança. Com o tempo, porém, ela apenas reforçava nele a sensação de solidão que o fazia relembrar sua infância problemática. Essa procura pelas respostas o deixará dividido entre a responsabilidade e a felicidade, entre seu futuro há muito planejado e as escolhas que podem libertá-lo da delicada teia de mentiras que ele construiu. Esta, enfim, é uma história fascinante sobre o que devemos às pessoas, o que devemos a nós mesmos e o preço das decisões que tomamos.

Greenwood narra Um Mundo Brilhante em terceira pessoa e com capítulos curtos, o que torna a leitura rápida. Com linguagem simples e acessível, ela descreve os dias de Ben, sua noiva Sara e sua cadelinha Maude de uma forma que nos identificamos com as personagens e suas ações.

Ben Bailey é o retrato de um cidadão pacato de classe média, professor de história e garçom no segundo período. Sua vida é uma constante rotina e anda praticamente no piloto automático, até o dia em que presencia a morte de um jovem desconhecido.
Esse acontecimento trás movimento e uma quebra de rotina na vida da personagem principal, acabando com a monotonia dos seus dias que antes se arrastavam lentamente.

Sara é uma mulher decidida e mimada, bem nascida, que teve tudo de melhor desde o berço, enquanto que Ben é um homem comandado por ela, sem culhões e vontade de mudar de vida. O retrato desse casal nos faz querer estapear Ben pra acordá-lo pra vida e buscar a sua felicidade, mas infelizmente não há como alcança-los.

Algo realmente cativante é a boa intenção de Ben ao longo da trama, inclusive suas mentiras que, mesmo não sendo corretas, nos fazem ter compaixão dele. Acabamos nos colocando em seu lugar, fazendo escolhas ou desejando que ele fizesse escolhas diferentes. Aliás, esse é um ponto muito forte no livro, ele é cheio de dilemas e escolhas que Ben precisa fazer e que podem mudar completamente seu futuro e sua rotina cinza e azeda.

Terminei o livro com uma ponta de dó e pena da personagem principal, creio que por saber que muitas pessoas vivem assim, sem felicidade, ligadas no piloto automático e em dias cinzas e sem-graça. Imaginei-me fazendo mil escolhas diferentes no lugar dele.

De brilhante o livro não tem nada, a não ser que a autora tenha tentado ser bem irônica, levando em conta que ele é cinza do começo ao fim. Mesmo quando a personagem está em uma cidade onde o clima tropical é constante, sabemos que por dentro ele é puro inverno, cinza e frio. Por fim, o brilho só está na capa ou talvez na lição que cada um possa tirar dele!

Laís Rodrigues

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