quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Resenha - O Trono de Fogo

"...juro que a morte de Cleópatra e a maldição de Akhenaton vão parecer insignificantes comparadas à ira com que me lançarei contra você e sua família por toda a eternidade."

O Trono de Fogo
Autor: Rick Riordan
Editora: Intrínseca
Páginas: 398
Ano: 2011


Sinopse: 
Os deuses do Egito Antigo foram libertados, e desde então Carter Kane e sua irmã, Sadie, vivem mergulhados em problemas. Descendentes da Casa da Vida, ordem secreta que remonta à época dos faraós, os dois têm poderes especiais, mas ainda não os dominam por completo – refugiados na Casa do Brooklin, local de aprendizado para novos magos, eles correm contra o tempo. Seu inimigo mais ameaçador, Apófis, está se erguendo, e em poucos dias o mundo terá um final trágico. Para terem alguma chance de derrotar as forças do caos, precisarão da ajuda de Rá, o deus sol. Despertá-lo não será fácil: nenhum mago jamais conseguiu. Carter e Sadie terão de rodar o mundo em busca das três partes do Livro de Rá, para só então começarem a decifrar seus encantamentos. E, é claro, ninguém faz ideia de onde está o deus.

Oi Pessoal,

Divertido e dinâmico, estas são as palavras para O Trono de Fogo. Seguindo a mesma linguagem do primeiro livro da trilogia – A Pirâmide Vermelha – o leitor já sente a adrenalina no ar logo de inicio, com cenas repletas de ação, aventura e mistério.
Para quem esqueceu os acontecimentos na Pirâmide Vermelha, este não será um problema, os fatos mais importantes serão lembrados ao longo desta nova jornada.

O que lemos é a transcrição de uma gravação dos irmãos Kane narrando suas aventuras, desde o treinamento dos aprendizes e como estão lidando com o caminho dos deuses, até como o mundo precisa ser salvo por eles novamente. A história é contada na esperança de que a verdade seja revelada e que esta chegue a outros descendentes dos deuses.

Novos personagens são acrescentados à trama, uns mais importantes que outros, mas todos muito interessantes e diferentes entre si, tanto na personalidade como nas habilidades.

Algumas características da Pirâmide Vermelha são mantidas como, por exemplo, o sistema de narração alternado entre Carter e Sadie, e a forma como Riordan esconde as verdadeiras intenções dos personagens, gerando confusão quanto ao bem e o mal. Porém a magia empática muito utilizada pelos magos é bem mais detalhada neste livro, e para todos os hieróglifos citados é posto uma gravura logo abaixo dos mesmos.

A mistura de atualidade e mitologia continua incrível e os cenários são espetaculares, é uma viagem e tanto, EUA, Inglaterra, Egito e até a Rússia são ambientes para esta aventura.

É perceptível como a história e os personagens estão amadurecendo e apesar de Carter e Sadie agirem como irmãos (com implicâncias, ciúmes e tudo mais), eles começam a demostrar preocupação e amor um para com o outro, os laços fraternos se fortaleceram após enfrentarem tantos problemas.

Ironias e sarcasmos são ingredientes já conhecidos nos livros de Riordan, e neste não ficaram de fora de uma só página.
Aparentemente ele busca redenção com esta obra no quesito “amor”. O que não é muito lembrado na série Percy Jackson e os Olimpianos, aqui tem o suficiente, claro nada meloso, tem o estilo Riordan de contar os fatos, os romances são mais engraçados que românticos.

A mitologia grega e romana se fazem presentes em dois momentos, mais uma prova de que Riordan não tentou substituir seus tão conhecidos heróis gregos, só reforçou a ideia de coexistirem.

Como sempre, a história foi bem finalizada até o momento, com os principais nós esperando para serem desatados no próximo livro.

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