terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Resenha - O Lado Bom da Vida

"...eu teria tentado ajudá-la só porque eu conheceria os seus pensamentos bem o suficiente para entender que ela não era simplesmente perturbada, mas que sofria porque o mundo fora cruel com ela..."

O Lado Bom da Vida
Autor: Mattew Quick
Editora: Intrínseca
Páginas: 256
Ano: 2013


Sinopse: 
Pat Peoples, um ex-professor de história na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um "tempo separados". Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com seu pai se recusando a falar com ele, sua esposa negando-se a aceitar revê-lo e seus amigos evitando comentar o que aconteceu antes de sua internação, Pat, agora um viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida. À medida que seu passado aos poucos ressurge em sua memória, Pat começa a entender que "é melhor ser gentil que ter razão" e faz dessa convicção sua meta. Tendo a seu lado o excêntrico (mas competente) psiquiatra Dr. Patel e Tiffany, a irmã viúva de seu melhor amigo, Pat descobrirá que nem todos os finais são felizes, mas que sempre vale a pena tentar mais uma vez. Um livro comovente sobre um homem que acredita na felicidade, no amor e na esperança. “Matthew Quick constrói tantas situações absurdas, permeadas por sentimentos tão verdadeiros, que é impossível não torcer por seu improvável herói.”People Magazine “É difícil não se emocionar com o destino de um homem que, apesar das muitas provações, ainda tenta acreditar na esperança e na fidelidade, enquanto trava uma batalha para recuperar sua sanidade mental.”The Wall Street Journal “Pat é adorável, e sua história de vida pouco convencional tem tudo para se tornar um best-seller.”Publishers Weekly

Oi Pessoal,

Foco: Acabar com o tempo separados.
Método: Praticar a gentileza ao invés de ter razão.

Após sua longa estada em um lugar ruim esse é o principal objetivo na vida de Pat Peoples, reconquistar sua esposa Nikki. Mas primeiro é preciso que ele retorne à sociedade, o que não será uma tarefa fácil. Além dos próprios medos e dúvidas Pat tem que lidar com o pai que ignora sua existência e a mãe sensível, sempre pronta para cair nas lágrimas. Mas também conta com o apoio incondicional do irmão mais novo e seu antigo amigo.

Tiffany com sua personalidade forte, boca suja e tão louca quanto Pat, tem um papel importante a desempenhar. Mattew construiu uma personagem atípica, uma anti-heroína, que exatamente por não ser uma perfeição se transforma num objeto de estudo interessante, não há como não gostar de Tiffany.

O livro não é só narrado em primeira pessoa, ele se passa na mente do personagem principal, o leitor compartilha seus pensamentos e sentimentos, o que em alguns momentos podem ser distorcidos. Algo surpreendente é como Pat tem consciência de que está mentalmente perturbado, sem que seja preciso que alguém lhe diga isso.
Em duas ocasiões este narrador personagem fala diretamente com o leitor e pede para que este se atente as suas ações.

Uma boa parte do livro é dedicado ao time de futebol americano Eagles, o que deixa o livro um pouco repetitivo e aparenta superficialidade, mas os Eagles formam uma ligação importante entre Pat e a família, além de mostrar a união das pessoas quando existe um interesse em comum.

Um instante de ápice na escrita do autor é quando ele reproduz a cena de Rocky Balboa no treino com uma série de ações de Pat. Muitas situações apresentadas na trama são tão absurdas que é impossível segurar os risos.

Mattew se mostrou um spolier. Seu personagem leu diversos clássicos da literatura inglesa, a fim de derramar sabedoria para Nikki, contudo Pat faz a resenha desses e expõe questões complexas sobre os assuntos tratados nesses romances, além de não aceitar o fato de que crianças devam ler livros com finais trágicos ou infelizes.

Apesar de não ser um livro de suspense, ele tem sua dose de mistério, e somente ao fim a verdade será revelada. De todos os questionamentos abertos o mais curioso é o envolvimento de Kenny G e sua música Songbird.

Com o decorrer da história os pensamentos de Pat se tornam mais filosóficos e reflexivos, logo vem à percepção, Pat está ficando mais lúcido, está se aproximando do momento pelo qual fugiu todo esse tempo. E como leitora, estava profundamente exultante com esta aproximação.

O Lado Bom da Vida está carregado de referencias culturais, tais como músicas, filmes e livros. Com irreverencia, Mattew se aproximou em muitos aspectos da cultura lado B.
Não é um livro romântico, como muitos devam esperar que fosse. É um livro que mostra a busca pela felicidade nas coisas mais simples e a oportunidade de aproveitar a segunda chance que a vida te deu, sem nunca deixar a esperança e ver o lado bom das coisas.

3 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Fiquei interessado a ler. Já ia ver o filme, mas após essa resenha e um comentário favorável um amigo, agora vou ler antes de ver o filme, coisa que só me preocupo em fazer em raras ocasiões.

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  3. O meu lado bom da vida é minha família, amigos e saber que em todas as dificuldades e quedas eu consigo me ergue.
    Pois ótimos pilares em minha volta.

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