domingo, 23 de setembro de 2012

Resenha - O Filho de Netuno

"E, se não fizer isso, os deuses morrerão, o mundo que conhecemos desaparecerá e todas as pessoas de sua antiga vida serão destruídas.

O Filho de Netuno
Autor: Rick Riordan
Editora: Intrínseca
Páginas: 432
Ano: 2012

Sinopse: Em O Filho de Netuno, Percy está confuso após acordar de um longo sono e não sabe muito mais que o próprio nome. Mesmo quando a loba Lupa lhe conta que ele é um semideus sua, mente continua nebulosa. De alguma forma, Percy consegue chegar a um acampamento de meios-sangues, mas surpreendentemente o lugar não o ajuda a recobrar qualquer lembrança. A única coisa que consegue recordar é outro nome: Annabeth.

Oi Pessoal,

É a vez de Percy Jackson entrar na Grande Profecia! Sem sua memória e com ajuda de dois novos amigos, Percy terá que concluir uma missão, enfrentar monstros, se unir aos deuses, buscar seu passado, participar muita coisa estranha e simplesmente impedir que o mundo sucumba.

Quando o assunto já apresenta características de saturação, é comum certo pré-conceito e pode ser que você esteja cometendo um erro ao acusa-lo. O Filho de Netuno não só desobstruiu o caminho das especulações como excedeu em expectativa. Um livro que não te permite desgrudar os olhos de suas páginas do começo ao fim.

Este é um livro para os saudosistas, para os fãs de Percy Jackson e os Olimpianos, pois sua atuação neste exemplar está com mais destaque que em O Herói Perdido. Porém isto não significa que Percy é o personagem principal, ele divide o palco com mais dois heróis: Hazel Levesque e Frank Zhang.
Personagens com características, personalidades e nacionalidades distintas, o leque para a escolha do favorito está se ampliando. A história de cada um é revelada com o passar da trama e é necessário que cada um resolva um pedaço do quebra-cabeça para sua conclusão.

Um ponto a ser observado é a diferença entre Jason e Perseu, que fica evidente, pois enquanto um demorou horrores para desvendar a charada e precisou de ajuda para tanto, o outro se virou bem sozinho e não ficou incomodado por estar em um ambiente hostil.

Os capítulos continuam intercalados no ponto de vista de cada personagem e durante a missão é demonstrado como cada herói tem importância para o cumprimento da Grande profecia, como cada habilidade tem sua valia.

Sarcasmo e ironia são marcas registradas do autor, e em O Herói Perdido a dose desses dois componentes já havia sido aumentada em comparação aos seus demais livros, mas no Filho de Netuno, o autor ultrapassou a linha do razoável. Assim como os enigmas e mistérios, que sofreram certo exagero, ao ponto de Riordan não se concentrar em um único acontecimento.

Numa tentativa de abranger todos os problemas numa mesma obra, o livro ficou cansativo, mas não no sentido de chato da palavra e sim no sentido de correria, mais profecias estão surgindo, personagens e monstros novos, pequenos conflitos que se entrelaçam ao maior, ou seja, é muita informação para ser digerida. Percebe-se que esta é uma obra carregada, talvez a mais importante da saga, por conter as minúcias a serem trabalhadas nas próximas.

Para fugir da mitologia e nos lembrar de que esta é uma história atual, marcas famosas são expostas durante o percurso como a Tang e a Amazon.

A história central chega a um fim satisfatório, porém o desenrolar é desesperador. Uma aventura verdadeiramente empolgante, se o primeiro livro te deixou um pouco desanimado com relação aos personagens antigos, O Filho de Netuno despertará novas emoções.

Leia também a resenha O Herói Perdido

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