segunda-feira, 2 de julho de 2012

Resenha - Em Busca de Wondla


" A estupidez da humanidade é acreditar ser imune ao declínio"

Em Busca de Wondla
Autor: Tony Diterlizzi
Editora: Intrínseca
Páginas: 400
Ano: 
2012


Sinopse: 
Eva Nove tem doze anos e sempre morou com Mater, uma robô azul-clara extremamente amorosa e maternal, em um abrigo subterrâneo ultratecnológico no planeta Orbona. Quando um estranho invade e destrói o lar que as duas dividem, a menina é obrigada a fugir para a superfície — um mundo que ela só conhece por meio de holoprogramas. Apesar do perigo, é a primeira chance que tem de perseguir seu maior desejo: encontrar alguém como ela, outro humano. Eva sabe que eles existem porque guarda um item valioso: uma ilustração de uma garotinha, um adulto e um robô, junto de uma estranha palavra: “WondLa”. A busca vai levá-la a descobertas que vão muito além de suas maiores expectativas, em uma jornada surpreendente, divertida e emocionante, que vai tirar o fôlego do leitor e inspirar muitos sonhos.

Oi Pessoal,
Com 12 anos Eva Nove nunca saiu de sua casa, uma estação subterrânea chamada Santuário, onde vive com sua tutora, a Robô Matter. Obrigada a fugir para a superfície, Eva se depara com um mundo completamente diferente do que ouvira falar, mas enfrenta as dificuldades com ajuda dos amigos que encontra ao longo de sua jornada – a busca por outros seres humanos.

Em Busca de Wondla é um livro encantador e irresistível, não há como não se apegar aos personagens. E a vontade de explorar cada canto deste mundo criado por Tony Diterlizzi, só aumenta a cada passo dado por Eva Nove.

Uma mescla de ficção científica e fantasia. Tony trabalhou com os preceitos de uma distopia, porém os sinais mostram que sua história evoluiu diretamente do cyberpunk. Muitos mistérios cercam este enredo que se mostra terrivelmente profundo.

Escrito em terceira pessoa, a narrativa não é agressiva apesar das altas doses de ação e aventura, o que torna sua composição agradável de ler. O ritmo bem controlado permite que a leitura discorra naturalmente.
As ilustrações do próprio autor, além de agregar um charme ao livro, são excelentes para visualização de tão peculiares personagens. Junto ao grafismo, os tons de cinza e verde compuseram um livro totalmente harmonioso.

É visível o cuidado que Tony teve na construção dos personagens (a maioria muito singular). Se olharmos um todo, em Wondla existem muitas espécies diferentes de seres vivos, e os poucos descritos são detalhados com precisão. Cada povo/raça possui sua cultura, costumes e caráter.
Durante a história acompanhamos um quarteto muito incomum formado por Eva Nove, a humana em sua busca pelo lar; Matter, uma robô que inspira coragem; Andrílio Kitt, um ceruliano com bases na razão e Otto, um  Beemont que é puro coração.  

Uma história de amizade e perseverança embasada numa incrível metáfora. Livros como este são especiais e erroneamente apontados somente para o público infanto-juvenil, pois seu real entendimento se dá aos adultos.

Como uma boa trilogia, os segredos não são todos revelados neste primeiro livro, porém a história foi finalizada sem deixar muitos pontos soltos. Terminei o livro com muitas suposições e expectativa para o próximo.

Observações:
O Livro dispõe o uso da Realidade Aumentada – Wondla Vision. Algumas das ilustrações combinadas formam a chave para abrir um mapa interativo de Orbona em www.wondla.com.br

Tony Diterlizzi trabalhou em As crônicas de Spiderwick como ilustrador e co-autor.

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