terça-feira, 20 de março de 2012

Resenha - A Pirâmide Vermelha

"... os egípcios acreditam no poder do sol nascente. Acreditam que cada amanhecer marca o início não só de um novo dia, mas de um novo mundo." 


A Pirâmide Vermelha
Autor: Rick Riordan
Editora: Intrínseca
Páginas: 445
Ano: 
2010


Sinopse: 
Desde a morte de sua mãe, Carter e Sadie viveram perto de estranhos. Enquanto Sadie viveu com os avós, em Londres, seu irmão viajava pelo mundo com seu pai, o egiptólogo brilhante, Dr. Julius Kane.
Uma noite, o Dr. Kane traz os irmãos juntos para uma experiência de “pesquisa” no Museu Britânico, onde ele espera para acertar as coisas para sua família. Ao contrário, ele liberta o deus egípcio Set, que expulsa-lo ao esquecimento e forças das crianças a fugir para salvar suas vidas.
Logo, Sadie e Carter descobre que os deuses do Egito estão acordando e, o pior deles – Set – tem a sua visão sobre o Kanes. Para detê-lo, os irmãos embarcam em uma perigosa viagem em todo o mundo – uma busca que traz os cada vez mais perto da verdade sobre sua família e seus vínculos com uma ordem secreta que existiu desde o tempo dos faraós.

Oi Pessoal,
Sempre que um autor usa a mesma “fórmula” para compor um livro, as opiniões são divergentes: “Não deu certo” ou “Continua funcionando muito bem”, o caso é que nas Crônicas dos Kane, Rick Riordan usou a mesma fórmula de Percy Jackson. E em minha opinião, deu certo.

Com muitas passagens de um humor leve, Rick entra a fundo na Mitologia Egípcia e explica Deuses, costumes, arquitetura e significados. Misturando passado, ficção e atualidade num contexto único.

A história discorre de uma forma eletrizante com ação o tempo todo, inclusive quando os irmãos Kane caem no sono e seus espíritos resolvem dar uma voltinha fora do corpo.

Nesse ponto podemos conhecer um pouco da história dos irmãos Kane, que são separados ainda crianças, Carter vive com o pai Julius, sem endereço fixo e uma mala onde estão todos seus pertences. Já Sadie mora com os avós maternos, tem uma vida comum, porém só vê o pai duas vezes por ano. E foi numa dessas visitas que a aventura começou; Ao descobrirem que existe magia do antigo Egito no sangue deles.

Os irmãos Carter e Sadie revezam na narração da história a cada dois capítulos, permitindo assim, a nós leitores a participação nos sentimentos e pontos de vista de cada um.
Os personagens têm personalidades bem marcadas, mas todos fazem uso comum do humor, salvo talvez por Desjardins um tipo de antagonista, que aparentemente chupou limão. Os Deuses são um show a parte, tanto nas características físicas como nas psicológicas.

Rick também faz uso da técnica de mascarar as verdadeiras intenções dos personagens (assim como em Percy Jackson), permitindo que somente no fim, o leitor descubra quem realmente estava jogando do lado do bem.
Por ser um livro com ação e aventura excessiva, a leitura se torna rápida, mas nem por isso menos envolvente, durante todo o percurso dos irmãos Kane, eu estava na torcida para que tudo desse certo no final.

O autor não se esqueceu de sua primeira série, com uma brincadeira ele fez com que elas se relacionassem: “– Manhattan tem outros problemas. Outros Deuses. É melhor mantermos tudo separado.”, assim não o julgo por usar as mesmas técnicas que fizeram deste e dos outros livros, leituras informativas, divertidas e empolgantes.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário é muito importante. ^^