quarta-feira, 28 de março de 2012

Resenha - Julieta Imortal

"- Não, eu não me importo se não sou o primeiro - ele inclina a cabeça e sussurra - contanto que eu seja o último..."


Julieta Imortal 
Autor: Stacey Jay
Editora: Novo Conceito
Páginas: 237
Ano: 
2011


Sinopse: 
Julieta Capuleto não tirou a própria vida. Ela foi assassinada pela pessoa em quem mais confiava, seu marido, Romeu Montecchio, que fez o sacrifício para assegurar sua imortalidade. Mas Romeu não imaginou que Julieta também teria vida eterna e se tornaria uma agente dos Embaixadores da Luz. Por setecentos anos, Julieta lutou para preservar o amor e as vidas de inocentes, enquanto Romeu tinha por fim destruir o coração humano. Mas agora que Julieta encontrou seu amor proibido, Romeu fará de tudo que estiver ao seu alcance para destruir a felicidade dela. 


Oi Pessoal,
Na primeira oportunidade que tive de segurar o livro em questão, não pude deixar de divagar sobre os dizeres na capa, “A Maior história de amor de todos os tempos é uma farsa”, isso instigou minha curiosidade e criou expectativa para o início da leitura.

A história parece um pouco confusa de início, foi um começo abrupto, mas logo o enredo começou a se encaixar.
Nessa releitura do clássico shakespeariano, Romeu e Julieta são inimigos (por motivos que são explicados durante a leitura) e estão destinados a se encontrar de tempos em tempos; Romeu como um Mercenário e Julieta como uma Embaixadora da Luz, mantenedora do amor verdadeiro.

Posso afirmar que a versão é no mínimo criativa, a autora não anulou a tragédia já conhecida por muitos, ela modificou o final dado por Shakespeare e a partir deste ponto escreveu seu romance.    

Não falta romance nessas páginas, porém a ação é predominante em muitos momentos, e não podia faltar uma pitada de conflitos adolescentes, ou seja, problemas familiares, emotivos e sociais, sendo que os protagonistas ainda carregam assuntos não resolvidos de suas vidas passadas.

Com uma narrativa rápida, os acontecimentos são contados na visão da Julieta, exceto por dois capítulos curtos, onde Romeu é o narrador.
Um fato que me incomodou foi utilização do presente como tempo verbal, e não o passado como geralmente ocorre.

A descrição é usada de forma básica e equilibrada, sem excessos, diferentemente do aprofundamento psicológico dos personagens, que Stacey deixou a desejar. Apesar dela conduzir sua Julieta para certos questionamentos os demais personagens ficaram perdidos. O que a escritora demonstra é uma contínua confusão de sentimentos e ações.

O livro tem como base preceitos espíritas, mas como não conheço a religião a fundo, não posso afirmar que o final do livro também segue nessa linha. Final, que me decepcionou, pois a meu ver a escritora é daquelas que não gosta de um final triste, não vê beleza em um final que os mocinhos não ganham, no auge da leitura ela trouxe uma reviravolta que para mim fez com que o livro saísse do contexto.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário é muito importante. ^^